17/10/2024 às 14h55min - Atualizada em 17/10/2024 às 14h51min

Pix por Aproximação: vantagens, como e quando usar

Escrito por: Bruno José Bezerra Silva. Doutorando em Economia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e membro do Laboratório de Inteligência Artificial e Macroeconomia Computacional (LABIMEC).

LABIMEC

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A coluna "Radar Econômico" compartilha análises e reflexões sobre o cenário econômico atual, escritos por pesquisadores do LABIMEC da UFPB

Bruno José Bezerra Silva
Foto: Agência Brasil
Desde sua criação em 2020, o Pix tem ganhado cada vez mais espaço no mercado, oferecendo novas formas de pagamento ao longo do tempo. Além do Pix tradicional, em parcela única, há também as modalidades Pix Troco, Pix Saque, Pix parcelado e Pix agendado. A mais recente inovação a ser lançada é o Pix por aproximação. Com essas constantes evoluções, o Pix se consolida como uma solução prática e versátil para os brasileiros em suas transações financeiras no dia a dia.

Em parceria com a Cielo, o Banco do Brasil lançou a nova modalidade na última sexta-feira (11), porém, inicialmente, apenas para um grupo de correntistas em estabelecimentos previamente selecionados em Brasília e São Paulo. Em sintonia com esse movimento, o Banco Central já iniciou conversas com o Google para a utilização da carteira digital disponibilizada pela empresa. A expectativa é que essa nova modalidade se torne uma opção de pagamento amplamente utilizada pela população brasileira em 2025.

Essa nova modalidade do Pix reúne diversas vantagens para os usuários, entre elas: segurança, pois utiliza tecnologias como NFC (Near Field Communication), que permitem transações seguras a curta distância e minimizam os riscos de fraudes; acessibilidade, uma vez que é uma forma de pagamento simples, que não requer um profundo conhecimento do assunto; multiuso, porque pode ser utilizado em estabelecimentos físicos; rapidez e praticidade, tendo em vista que não precisa digitar chave ou inserir cartão, basta aproximar os dispositivos; e redução de erros, em virtude de ser um processo mais automatizado.

Nessa nova modalidade, para pagamentos de até R$ 200,00, o usuário deve verificar o valor da compra exibido na máquina, abrir o aplicativo do banco, selecionar a opção “Pix por aproximação” e realizar a autenticação biométrica ou digitar a senha de login. Para aquisições acima de R$ 200,00, as etapas mencionadas anteriormente devem ser seguidas, acrescidas da senha transacional da conta.

Atualmente, de acordo com o Banco Central, os dados de agosto do ano corrente indicam que o Pix conta com mais de 169 milhões de usuários cadastrados, 538 milhões de contas registradas e 5 milhões de transações realizadas, que movimentaram um total de 2 milhões de reais. Além disso, os números mostram que a maioria das transações via Pix ocorre nas regiões Nordeste e Sudeste. Outro dado interessante é a faixa etária dos usuários, com a maior concentração entre 30 e 39 anos, seguida pelas faixas de 20 a 29 anos e 40 a 49 anos.

A chegada do Pix por aproximação deve elevar ainda mais a adesão ao sistema, facilitando as transações diárias e tornando-as mais acessíveis. Com a possibilidade de realizar pagamentos de forma rápida e prática, é esperado que um número crescente de usuários, incluindo aqueles que ainda não utilizam o Pix, comece a adotar essa modalidade. Além disso, o Pix por aproximação pode impulsionar o comércio local, já que muitos estabelecimentos poderão oferecer essa forma de pagamento, atraindo mais clientes e proporcionando uma experiência de compra mais fluida.

Por fim, com a ampliação das opções de pagamento, o Pix por aproximação tende a reforçar a inclusão financeira, permitindo que mais pessoas tenham acesso a um sistema de pagamentos eficiente e moderno, contribuindo para a transformação digital da economia brasileira.

Sobre o autor: Doutorando em economia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e membro do Laboratório de Inteligência Artificial e Macroeconomia  Computacional (LABIMEC). Mestrado em Economia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Especialização em Gestão Pública pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Graduação em Ciências Econômicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). 

Desde 2016 vem publicando diversos artigos científicos em revistas e congressos nacionais e internacionais, sobretudo nas áreas de finanças, econometria e macroeconomia. No âmbito de mercado profissional, carrega experiência no setor privado e público, especialmente sobre atividades de elaboração e análise de indicadores econômicos.
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