A taxa de desocupação é um dado que sempre está no radar dos analistas econômicos, dos jornalistas e da população, principalmente. O motivo é bem óbvio: se menos pessoas estão desocupadas, há mais renda em circulação e tende a melhorar justamente o bem estar da população. Diante desse cenário, hoje (31), o IBGE divulgou mais um resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) com informações sobre a desocupação no país.
No trimestre encerrado em setembro, a taxa de desocupação foi de 6,4%. Esse número foi 0,5 ponto percentual menor quando comparado ao trimestre anterior, que foi de 6,9%. Vale o destaque também para esse resultado por ser o segundo menor da série histórica que foi iniciada em 2012. A título de informação, a taxa de desocupação representa justamente a porcentagem da força de trabalho, ou seja, pessoas que estão em idade economicamente ativa, mas que não estão trabalhando. Quanto menor a taxa de desemprego, menor a quantidade de pessoas que não estão trabalhando.
Em números, são 7 milhões desocupadas e 103 milhões de pessoas trabalhando. A taxa de subutilização, que engloba o desemprego, subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e a força de trabalho potencial, foi de 15,7%, que representou um número 0,8 ponto percentual menor quando comparado ao trimestre anterior.
A população desalentada, ou seja, aquela que desistiu de procurar um emprego ou nem chegou a tentar por achar que não conseguiria, foi de 3,1 milhões de pessoas. Esse número foi o menor desde o trimestre finalizado em maio de 2016. O número de empregados no setor privado foi de 53,3 milhões de pessoas, com mais um recorde desde o início da série em 2012. Além disso, teve recorde também o número de empregados com carteira assinada no setor privado, que foi de 39 milhões. O número de empregados no setor privado sem carteira assinada foi de 14,3 milhões de trabalhadores.
A pesquisa revelou também que o número de trabalhadores por conta própria ficou estável, com 25,4 milhões de pessoas. A taxa de informalidade, por sua vez, foi de 38,8% com um aumento de 0,2 ponto percentual quando comparado ao trimestre anterior. Portanto,observar a trajetória da taxa de desemprego de uma economia é um ponto muito importante, pois se trata de algo que tem impacto direto na vida das pessoas.