No último dia 11, o IBGE divulgou o resultado da inflação para o mês de janeiro no Brasil. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês de janeiro foi de 0,16%. Ou seja, na média, com base na cesta de produtos pesquisada pelo o IBGE, os preços aumentaram 0,16% no mês de janeiro.
O resultado de janeiro ficou 0,36 ponto percentual abaixo do resultado de dezembro. Vale destacar que o mês de dezembro tem características que no geral implicam em um IPCA maior dado que é o mês das festividades e também o mês que há mais dinheiro em circulação na economia em decorrência do 13° salário. Dessa forma, as pessoas tendem a consumir mais e, consequentemente, os preços tendem a aumentar também.
Outro ponto que é importante ressaltar é que a inflação pode ser impactada por diferentes fatores. Seja a questão fiscal do país, câmbio, demanda entre outros fatores.
O IPCA de janeiro de foi o menor para o mês de janeiro desde 1994. Nos últimos 12 meses, o acumulado foi de 4,56%. Dois grupos que compõe o IPCA apresentaram a maior alta. O primeiro foi o grupo de transporte e o segundo o grupo de alimentação.
No grupo de transporte, o aumento foi de 1,3% e o de alimentação e bebidas foi de 0,96%. A alimentação no domicílio apresentou um aumento de 1,07%. O resultado foi puxado principalmente pelo aumento da cenoura (36,14%), do tomate (20,27%) e do café moído (8,56%). No lado dos alimentos que mais tiveram quedas, temos a batata inglesa (-9,12%) e o leite longa vida (-1,53%).
No grupo da habitação, chamou a atenção a queda na energia elétrica residencial, que foi de 14,21% em janeiro.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acompanha o nível de preços para indivíduos com renda de 1 a 5 salários mínimos, não apresentou variação quando comparado ao INPC de dezembro.
Quando se fala em inflação, um quesito que é interessante evidenciar é como a população sente isso no bolso de formas diferentes. A inflação verifica o aumento médio dos preços com base em uma cesta de produtos e verifica os preços em algumas cidades. Dessa forma, na prática, a cesta de consumo das pessoas podem variar e podem sentir a inflação de forma diferente.
Outro ponto é a questão da renda. As pessoas ou famílias com um nível de renda menor, no geral, são mais afetadas pela inflação dos alimentos, já que compromete uma parcela significativa da renda.