Em fevereiro de 2025 o valor da cesta básica aumentou 2,55% em João Pessoa em relação ao mês de janeiro, o que coloca a cidade com a segunda maior alta do país, atrás apenas do Recife (4,44%). Na comparação com igual período do ano passado, o preço subiu 12,38% e acumulou alta de 4,53% nos dois primeiros meses do ano.
Apesar do aumento, o custo da cesta básica na cidade foi o quarto menor entre as 17 cidades pesquisadas pelo Dieese, com valor de R$634,41.
Sete dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram queda nos preços médios: farinha de mandioca (-5,49%), arroz agulhinha (-4,03%), açúcar refinado (-3,60%), óleo de soja (-3,44%), feijão carioca (-2,63%), carne bovina de primeira (-0,53%) e leite integral UHT (-0,28%). Já as elevações foram registradas nos valores do tomate (19,32%), café em pó (8,98%), banana (8,29%), pão francês (1,22%) e manteiga (0,93%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram observadas elevações em nove dos 12 produtos da cesta: café em pó (95,21%), tomate (43,97%), óleo de soja (28,71%), carne bovina de primeira (15,23%), leite integral UHT (13,96%), banana (10,70%), manteiga (9,46%), pão francês (6,17%) e açúcar refinado (1,66%). As reduções foram registradas no preço médio do feijão carioca (-21,78%), farinha de mandioca (-9,40%) e arroz agulhinha (-3,21%).
São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 860,53), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 814,90), por Florianópolis (R$ 807,71) e Campo Grande (R$ 773,95). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 580,45), Recife (R$ 625,33) e Salvador (R$ 628,80).
Em fevereiro de 2025, o preço do café em pó subiu em todas as cidades pesquisadas. As altas variaram entre 6,66%, em São Paulo, e 23,81%, em Florianópolis. Em 12 meses, todas as 17 capitais também apresentaram taxas positivas, com destaque para Goiânia (113,98%) e Brasília (112,81%). Os baixos estoques, consequência da menor produção de café no Brasil e no Vietnã, e a firme demanda internacional pressionaram os preços do grão.
O preço do tomate aumentou em 15 das 17 capitais, entre janeiro e fevereiro de 2025, com taxas expressivas em Recife (44,52%), Belo Horizonte (24,52%), Natal (22,12%) e Rio de Janeiro (20,75%). As quedas foram registradas em Porto Alegre (-13,15%) e Florianópolis (-9,09%).
Em 12 meses, o valor do tomate apresentou comportamento de preço diferenciado, com elevação em oito cidades, as maiores em Recife (46,86%), João Pessoa (43,97%) e Natal (43,59%), e redução em outros nove municípios, destacadamente em Porto Alegre (-51,09%)
e Florianópolis (-39,01%). O maior volume de chuvas e a menor oferta nas regiões produtoras da temporada de verão reduziram a oferta e a qualidade do fruto, por isso a elevação de preço na maioria das cidades.