Em março de 2026, o preço da cesta básica de João Pessoa apresentou alta de 5,53% em relação a fevereiro. O custo foi de R$ 652,95. Na comparação com março de 2025, o valor aumentou 4,16% e, nos três primeiros meses de 2026, 9,25%.
Entre fevereiro e março de 2026, sete dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: tomate (40,52%), feijão carioca (9,93%), arroz agulhinha (2,93%), carne bovina de primeira (1,54%), farinha de mandioca (1,34%), manteiga (1,02%) e açúcar cristal (0,83%). Os outros cinco itens apresentaram queda de preço: café em pó (-1,85%), óleo de soja (-1,60%), pão francês (-0,82%), leite integral (-0,63%) e banana (-0,57%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em cinco dos 12 produtos: tomate (41,01%), feijão carioca (21,87%), carne bovina de primeira (4,59%), pão francês (2,55%) e café em pó (0,27%). O preço de manteiga manteve-se estável. Os alimentos que apresentaram diminuição de preços foram: arroz agulhinha (-35,43%), açúcar cristal (-15,19%), banana (-10,06%), leite integral (-8,75%), farinha de mandioca (-4,35%) e óleo de soja (-1,39%).
No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e março de 2026, sete produtos registraram alta: tomate (70,46%), feijão carioca (20,54%), banana (7,73%), farinha de mandioca (3,18%), carne bovina de primeira (2,58%), pão francês (2,48%) e manteiga (2,25%). Os seguintes itens apresentaram queda de preço: óleo de soja (-6,49%), leite integral (-5,58%), café em pó (-5,06%), arroz agulhinha (-3,00%) e açúcar cristal (-2,68%).
Em março de 2026, o trabalhador de João Pessoa remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 88 horas e 37 minutos para adquirir a cesta básica. Em fevereiro de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 83 horas e 58 minutos.
Já em março de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 90 horas e 51 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em março de 2026, 43,55% da renda para adquirir a cesta. Em fevereiro de 2026 esse percentual correspondeu a 41,26% da renda líquida e, em março de 2025, a 44,65%.